sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

o/ 2010

Que lindo, mais um ano acabando!Mais um começando...
Os desejos são sempre os mesmos, os de alegria, felicidade, paz, saúde, amor - muito amor!-...E que continue assim!
Que todos possamos aproveitar um maravilhoso 2011.


Desejo de coração que as coisas melhorem cada vez mais.
Inté! o/

domingo, 7 de novembro de 2010

Certeza do reencontro

A saudade maltrata e aperta o coração mas é fruto de uma coisa boa.
A melhor coisa possível!
Saudade é o preço mínimo que haveria de se pagar. Se analisada de um outro ângulo pode ser vista até como positiva. É a ausência, a vontade extrema da presença, que causa essa dor.
Dor feliz! Feliz pelas lembranças que deixou. É certo que essas lembranças a distância e o tempo não apagam.
A distância serve sim pra alguma coisa.
Serve pra certeza do reencontro.
Quanto melhor for mais saudades irá deixar. 

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Fazia tempos que ela não sentia essa nostalgia boa de final de tarde. Era raro esse momento de poder parar tudo, dormir assistindo um filme em família e aproveitar tudo o que o momento poderia lhe proporcionar. Não importava o turbilhão de idéias naquele momento sublime de sono, leveza.
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Mesmo que no dia seguinte começasse tudo de novo, fosse ver aqueles mesmos rostos de tanto tempo, ter as mesmas conversas ja sem graça e as perspectivas nulas, aquele momento de nostalgia, sensação de liberdade das obrigações do dia a dia foi extremamente importante.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Última carta de Olga

Olga Benario Prestes

ÚLTIMA CARTA ESCRITA AO MARIDO E À FILHA, NO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE RAVENSBRÜCK, ANTES DE SER CONDUZIDA À MORTE EM CÂMARA DE GÁS

(ABRIL/1942)

Queridos:

Amanhã vou precisar de toda a minha força e de toda a minha vontade. Por isso, não posso pensar nas coisas que me torturam o coração, que são mais caras que a minha própria vida. E por isso me despeço de vocês agora. É totalmente impossível para mim imaginar, filha querida, que não voltarei a ver-te, que nunca mais voltarei a estreitar-te em meus braços ansiosos. Quisera poder pentear-te, fazer-te as tranças - ah, não, elas foram cortadas. Mas te fica melhor o cabelo solto, um pouco desalinhado. Antes de tudo, vou fazer-te forte. Deves andar de sandálias ou descalça, correr ao ar livre comigo. Sua avó, em princípio, não estará muito de acordo com isso, mas logo nos entenderemos muito bem. Deves respeitá-la e querê-la por toda a tua vida, como o teu pai e eu fazemos. Todas as manhãs faremos ginástica... Vês? Já volto a sonhar, como tantas noites, e esqueço que esta é a minha despedida. E agora, quando penso nisto de novo, a idéia de que nunca mais poderei estreitar teu corpinho cálido é para mim como a morte.

Carlos, querido, amado meu: terei que renunciar para sempre a tudo de bom que me destes? Corformar-me-ia, mesmo que não pudesse ter-te muito próximo, que teus olhos mais uma vez me olhassem. E queria ver teu sorriso. Quero-os a ambos, tanto, tanto. E estou tão agradecida à vida, por ela haver-me dado a ambos. Mas o que eu gostaria era de poder viver um dia feliz, os três juntos, como milhares de vezes imaginei. Será possível que nunca verei o quanto orgulhoso e feliz te sentes por nossa filha?

Querida Anita, meu querido marido, meu Garoto: choro debaixo das mantas para que ninguém me ouça, pois parece que hoje as forças não consegu em alcançar-me para suportar algo tão terrível. É precisamente por isso que esforço-me para despedir-me de vocês agora, para não ter que fazê-lo nos últimas e difíceis horas. Depois desta noite, quero viver para este futuro tão breve que me resta. De ti aprendi, querido, o quanto significa a força de vontade, especialmente se emana de fontes como as nossas. Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão porque se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue. Mas, no entanto, podem ainda acontecer tantas coisas... Até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver. Agora vou dormir para ser mais forte amanhã. Beijo-os pela última vez.

Olga

domingo, 19 de setembro de 2010

de setembro pra cá...

Uma ano de blog! Bem que poderia começar o texto com algo mais poético mas minhas emoções do momento não me permitem.
Nossa, um ano... Tanta coisa aconteceu desde setembro do ano passado. Só assim, por meio dos registros escritos, consigo visualizar de fato a intensidade de tudo o que tem acontecido de lá pra cá.
Mudei o rumo das coisas que escrevia aqui. Comecei com textos cheios de metáforas, nhenhenhens, críticas, bla bla bla, mas agora mais parece um espaço de dicas culturais ou mornas analises mais diretas do que tem me acontecido. A vida tem dessas coisas mesmo, a gente vai mudando a forma de como falar sobre ela. Aposto que daqui a um ano meu jeito de escrever já mudou, de novo.
Fico feliz de ver que a um ano não paro de escrever. Mesmo sem leitores assíduos, gosto de alimentar esses espaço com palavras. Espero continuar escrevendo aqui e daqui a 365 dias comemorar mais um ano de textos.

sábado, 18 de setembro de 2010

alternativo utópico

Sou da Bossa, do Samba, da MPB,mas Rock não da pra mim. Adoro Moveis Colonias de Acaju, mas pra ouvir no MP4, no conforto da minha cama. Ir pra show dos caras não é pra mim!Acho que gosto do som alternativo de uma maneita utópica.Penso que o show deve ser legal e pronto. Nada de ir de novo.
Adorei a companhia da noite, mas ver aquele povo todo pulando, no empurra-empurra, me lembrando o carnaval soteropolitano sem percussão e com muito baixo e guitarra e bateria. Que agonia que me deu ver o povo curtindo show assim. Estou acostumada a todo mundo dançando na sua, sem empurrar, sem invadir o espaço do outro.
Sei que tem quem goste, mas eu sou da Bossa, do Samba, do MPB e não do Rock.

domingo, 12 de setembro de 2010

A música da Céu é muito boa. Esse nome, Céu, remete a música de irgreja mas de quietinha não tem nada. A palavra malemolência é a que eu mais gosto de falar e me remete a coisas legais. O Cd Extravaganza da Silvia Machete é muito malemolente.A Sílvia é maluca, daquelas que tem problemas mesmo. Todo mundo se acha maluquinho, já reparou? Então se você quer fugir de modinha se ache normal. Eu nitidamente escrevo parecido com o modo de escrever do autor da útima coisa que li e gostei.É involuntário! Escrevi sobre paixão mas não postarei agora. Porque temos tanta vergonha dessas coisas? Vergonha na cara é o que falta nos políticos e nas pessoas que so sabem reclamar mas que não se conscientizam de nada. Ócio produtivo era tudo o que eu queria fazer durante um mês continuamente. Não consigo escrever "idéia" sem acento. Uma amiga falou que para saber escrever em espanhol era só colocar o "i" no meio das coisas.Exemplo: aciento. Mas isso não existe em espanhol. O que de fato existe e o que é mito? Tem vezes que mentimos tão bem que começamos a acreditar como aquilo sendo verdade. Coitado de quem faz isso. Escrita inútil é bom!Dependendo da visão da pessoa nem é inútil. Inútil não é igual a fútil. Fútil não server pra nada e o inútil é só tirar o "i", aquele do "aciento", que se torna útil. Escrever o que vem na mente é tendência do movimento dadaista que foi usada com alguns nazistas. Ridículo! Como pode nazista querer produzir arte? Pra produzir arte, não estou dizendo que meu texto uma obra prima, é preciso respeitar cada um. Respeito está em falta na sociedade atual. Odeio de gente que fala com falso moralismo. O que é moral? Depende do conceito de cada um? Aposto que a concepção de moralismo da minha avó é diferente da minha. Pra ela fazer tatuagem é coisa de marginal, pra mim é arte no corpo. Tenho um show pra ir daqui a pouco e to aqui escrevendo sem rima versos e preocupação com o estético. Hasta! Inté!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dessa vez é Drummond

Na minha correria do dia-a-dia ,que ja está quase entrado pela noite também, consigo dar uma lida em algumas coisas -- isso me ajuda muito a manter a calma. Rá, nem é o Jorge dessa vez! O Cara da ocasião é o Drummond. Foi ele em meio da confusão do meu dia corrido me fez lembrar de uma amiga muito querida.
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Eis aqui o trechinho que escolho como sendo minha frase do dia:
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"Não, não é conto. Sou apenas um sujeito que escuta algumas vezes, que outras não escuta, e vai passando. Naquele dia escutei, certamente porque era a amiga quem falava, e é doce ouvir os amigos, ainda quando não falem, porque amigo tem o dom de se fazer compreender até sem sinais. Até sem olhos.[...]"

Flor, telefone, moça

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Nostalgia na certa

Ouvir Caymmi é nostalgia na certa! Traz lembranças da minha infância. Me lembro quando meu pai ouvia - e ainda ouve- Dori[val], e tantos outros cantos, na total escuridão, de luzes apagadas, só apreciando cada notinha musical e mais nada. Acho que foi dai, da inspiração do meu pai e da ajudinha dos cantores, que comecei o meu vício por música. Aprendi com ele a sentir a música, ver tudo o que tem por trás do que meus ouvidos captam e analisar cada som extraido dessa arte.
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Foi com meu pai que aprendi a gostar de tanta gente que gosto hoje. Aprendi a dar valor à minha terra muito por conta das músicas ouvidas aqui em casa.
"Você já foi à Bahia, nêga?
Não?
Então vá!
Quem vai ao "Bonfim", minha nêga,
Nunca mais quer voltar.
Muita sorte teve,
Muita sorte tem,
Muita sorte terá
Você já foi à Bahia, nêga?
Não?
Então vá!
(...)
Nas sacadas dos sobrados
Da velha São Salvador
Há lembranças de donzelas,
Do tempo do Imperador.
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito,
Que nenhuma terra tem!"
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Depois foi por meio da literatura - vide Jorge Amado- que alimentei mais ainda meu vício pela terra e também pela músicas. Fico imaginando o quanto não deveria ser interessante as conversas de domingo la em Itapuã, no Abaeté à beira da lagoa ou nas ruas boêmias do Rio Vermelho, as conversar dos meus velinhos mais queridos da Bahia [Dorival e Jorge] e, para completar o trio, o argentino mais baiano que existe : Carybé. Com certeza assunto era o que não faltava ali. Assunto e muita música.
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Ai, nostalgia!
[
ps: Vou mostrar esse texto pro meu pai e ele vai ficar todo feliz.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A vida está uma correria. Vixe! Não tenho tempo nem pra respirar. Estou aqui nesse momento escrevendo no blog mas deveria estar estudando. Essa é a palavra que define o porquê de tanta agonia : estudo. Mas ja que é necessário então que o façamos.
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São nesses tempos de corre-corre que consigo da maior valor aos bons momentos que vivo. Tenho pouco tempo para desfrutar o que eu realmente quero na hora que me convém. Sendo assim, cada minuto é de extrema importância.
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Viver intensamente os fatos do dia-a-dia não tira de mim a saudade que sinto de certas coisas. Saudades de ficar até tarde conversando no MSN com pessoas que eu gosto demais, de sair sem culpa durante os finais de semana, de aproveitar os horários vagos conversando com a galera, de cumprir minha promessa de escrever aqui com menor espaço de tempo... Enfim, tudo isso é por uma causa nobre.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Texto sem título

Queria deixar aqui, hoje, alguma citação genial que li. Não consigo lembrar qual. Sei que foi do Jorge Amado, mas em meio a tantas lembranças de frases, trechos e parágrafos que me alegram não sei qual por nesse espaço em branco.
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Não tô aqui enchendo a página de linhas sem sentindo não... Vim deixar registrado meu anseio por voltar a escrever periodicamente. Está de volta! Sinto que as ideias estão fluindo novamente. Um turbilhão delas. Primeiro preciso saber como ordena-las para depois compartilhar aquelas extraídas do meu processo de reflexão.
]
Mesmo sabendo que isso anda às moscas [sempre andou], quero voltar a frequentar meus próprios pensamentos por meio das metáforas desse blog. A correria tem me trazido novos olhares, situações, pensamentos...

domingo, 15 de agosto de 2010

O que não tem palavras

Gosto de cultivar o habito de escrever. Seja em agendas, cadernos de matemática, arquivos digitalizados ou no blog. Me sinto bem. É um mecanismo de reflexão próprio. Transcrevo para o papel, ou para a tela do computador, tudo aquilo que eu sei que preciso um dia lembrar mas sei que minha memória talvez não dê conta. Ai está a beleza de tudo isso: olhar pro passado com a minha opinião daquele momento e minha reflexão atual.
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Ler tudo o que eu ja escrevi me ajuda a perceber em que e o quanto eu estou amadurecendo. Consigo perceber coisas que são fortes na minha personalidade e tantas outras que foram apenas fase. É a oportunidade de olhar pra mim mesma e ver o quanto eu mudei, errei e acertei.
[
Nos textos aqui do blog é em tanto diferente. Aqui eu publico as ideias que mesmo que mascaradas deixo transparecer aos outros. Sendo assim, quando leio tudo de novo acabo por ajudar a mim mesma. Nesse espaço sou leitora do meu Eu que escreve destinado não ao seu próprio ego, mas sim a leitores. Me sinto uma leitora tentando decifrar as metáforas do autor. A única diferença é que eu sempre sei pra quem ou o porque de eu mesma ter escrito tudo isso.
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Continuo a escrever porque assim consigo rir, chorar, crescer e aprender comigo mesma. Não no sentido egoísta de não precisar das outras pessoas. Preciso sim! Mas no sentido de dar o devido valor a tudo o que eu vivi.
"Eu não escrevo pra ninguém e nem pra fazer música ]
E nem pra preencher o branco dessa página linda ]
Eu me entendo escrevendo ]
E vejo tudo sem vaidade ]
Só tem eu e esse branco ]
Ele me mostra o que eu não sei ]
E me faz ver o que não tem palavras"

sábado, 31 de julho de 2010

Eu tenho o defeito de sentir saudades antecipadamente. Sabe quando você sabe que aquilo que está vivendo logo logo acaba? Pois então, é isso que eu sinto. Mas do que isso, eu presinto a saudade que sentirei. Há um lado positivo nisso tudo: aproveito intensamente cada segundo porque sei que aqui é passageiro.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Roberta Sá e Trio Madeira Brasil

Quando o Canto é Reza: Um retrato da Bahia equivalente à da terra de Jorge Amado. Caracteristica pela belesa do seu povo, pelo sincrestismo religioso, pelas ruas do Rio Vermelho e Ladeiras do Bonfim. Seria a trilha perfeita para as leituras de Jorge. Digno também de ser ouvido pelo Caymmi, igualmente apaixonado pelo povo de sua nação. Entendi então o porque do lançamento ser aqui em Salvador. E aonde mais seria? Pra quem é daqui e entende sobre todos os lugares citados nas músicas percebe o encanto que elas passam e quem não é com certeza também está se deliciando com as canções.
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O CD está recheado de letras e medodias belas, singelas e que embalam. Me surpreendi, confesso! Esperava um disco mais na "pegada" Laranjeira porém o que ouvi foram canções mais leves e soltas com arranjos maravilhosos do Trio Madeira Brasil e uma Roberta Sá mais segura com um timbre de voz mais bonito e encantador. Nada daquela voz "fininha" de Casa Pré Fabricada.Não! Dessa vez Roberta se impõe e não deixa dúvidas que está crescendo musicalmente. Lindo lindo lindo! Estão todos de parabéns. O Roque Ferreira subiu no meu conceito.
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O álbum tem um "quê" Pedro Luís e definitivamente de menos Rodrigo Campello (ainda bem!). Eu adorei isso. Deixar a Roberta se soltar em músicas mais trabalhadas nos instrumentos sem muitos "nhenhenhens" como algumas músicas dos álbuns anteriores. [Sim, eu gosto da Roberta mas como ja dizia o Cazuza, "os fãs de hoje são os linchadores de amanhã". Sendo assim me sinto super a vontade de criticas as músicas que não gosto].
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Espero que a aceitação por parte do público seja das melhores. É fato que esse projeto está um pouco distante da Roberta que alguns estão acostumados. Mas isso é bom, gosto de ver como os artistas flertam com as diferentes maneiras de cantar e dessa vez a Robertinha me encantou.
Carregado de regionalismo e reflexo da formação do povo brasileiro vale muito ser ouvido.

sábado, 17 de julho de 2010

Minha teoria torta de hoje é que os colégios,em sua maioria, desestimulam os alunos à leitura. A intenção seria a inversa mas não é o que acontece de fato.
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Lembro que quando era oitava serie minha professora de português passou O Primo Basílio de Eça de Queiroz. Isso lá é literatura pra meninos de 14 anos? Não é literatura pra ninguém porque é desgraçadamente chato (e eu não li todo, é claro) mas ja que alguém tem que ler não seriam esses meninos de 14 anos. O livro denso que fala de traições e jura o Eça tem uma crítica à alta burguesia. Certo, eu e a Claudia adoramos o livro.
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Primeiro ano, la vem o colégio com O alienista de Machado de Assis. ¬¬ . Eu acho, espero, que Machado tenha livros melhores porque esse não me convenceu muito. Mas tudo bem, é mais indicados mesmo do que O Primo Basílio.
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No mesmo ano de Machado li O auto da compadecida do Ariano Suassuna. Isso sim é livro que se indique aos alunos. Muito bom, a história é interessante, é muito bem escrito, os personagens são cativantes e é retratado o regionalismo de forma engraçada.
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Ano passado foram Cadernos Negros que eu nem peguei pra ler então não posso comentar e Tieta do agreste, Dona Flor e seus dois maridos e O compadre de Ogum. Os três últimos de Jorge Amado.
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O primeiro eu não quero nem quero muito ler. Acho a história interessante, gostei muito do filme mas é uma história que não merece ter tantas páginas assim. Esse negócio de muita página so seria viável a Capitães, Jubiabá...
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Dona Flor eu acho muito chato. Ta aí aonde minha teoria torta se sustenta. Com tanto livro bom do Jorge (os que ja falei ai em cima: Jubiabá, Capitães da Areia, Suor, Cacau... ) e ainda assim vão la e indicam Dona Flor. Poderiam indicar um livro mais interessante que com certeza todo mundo iria se apaixonar pelo autor.
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E por ultimo o Compadre de Ogum é super engraçado. Leve, pequeninho, conta uma história atípica e fala da formação da cultura baiana. Muita gente ,eu tenho certeza, não leu pelo titulo da obra. Uma pena porque vale ser lida.
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Esse ano finalmente os livros pedidos foram Suor, Cacau e Tocaia Grande. Tocaia Grande é chato demais ¬¬ mas os dois primeiros não. E mais os do vestibular. Não gosto não gosto não gosto do Graciliano Ramos. Prontofalei!
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Eu critiquei a maioria dos livros que citei aqui porque eles são chatos mesmo. Se fossem pedidos livros mais interessantes, sem precisar fujir da proposta do movimento literário que precisava ser estudado com certeza os alunos estariam muito mais interessados pela literatura (que não sejam os best-seller's ).

sábado, 3 de julho de 2010

coisas de hermanos (ou não)

Não vejo o porque de tanta felicidade do povo por conta da vitória da Argentina. Ok, é rival, riram da gente e bla bla bla. Entendo torcer contra.Isso acho normal. Não vou dizer que a seleção Argentina é querida por todos né? Mas daí a transferir a tristeza da derrota do Brasil pra felicidade pela derrota dos hermanos eu ja acho demais.
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Primeiro que em uma seleção se da alegria ao povo através da vitória. Isso o Brasil não fez. Então porque tanta felicidade pela derrota dos outros? Alegria pela incompetência alheia? Isso é despeito. Se a Argentina ganhasse ia ter gente procurando motivo pra chamar o juíz de ladão e cositas do gênero.
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Ouvi hoje na durante a narração do jogo Paraguai X Espanha (poxa, tava torcendo pros hermanos) que alguns argentinos ontem fizeram festa comemorando a desclassificação do Brasil. Seria então esse o motivo pra tanto rancor no coraçãozinho desse povo? Não! Com festa ou sem festa azul e branca os brasileiros continuariam a ficar feliz pela derrota da vizinha Argentina. Se ninguem começar a repensar isso vai continuar porque um vai culpar o outro.
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To escrevendo tudo isso claro que conta dessa energia fotibolistica que a copa nos traz. E eu adoro! Mas também porque vejo que na relação entre as pessoas acontece a mesma coisa. Quando fulaninho não consegue alguma coisa quer que seu o outro também não consiga. Alguém começa uma briga, o outro vai la e revida e fica um dizendo que continua naquilo por conta do outro que motiva a sua raiva.
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Sempre ouvi meu pai dizendo que "quando um não quer dois não brigam". Seria bom que essa invejinha boba, esse despeito acabasse tanto no futebol quanto [e principalmente] na "vida real".

sexta-feira, 2 de julho de 2010

"está fundado o desvairismo"

Andei lendo umas coisas meio incoerentes nos últimos 50 minutos. Como alguém (que eu não sei quem foi) ja disse que "o meio influencia o homem" tive ideias incorentes pra escrever também.
Primeiro de tudo, que na verdade tem até muito sentido, é que sofri sim com a eliminação do basil (com letra minuscula mesmo que nem no poema do Oswald) da copa. Cara, essa foi a copa que eu mais entendi. Saca? Assim, as anteriores eu lembro que eu torcia e tal pro time maaaas eu não entendia as coisas como eu entendo agora. Exemplos?
1-Felipe Melo é um desgraçado!
2- Kaka ta querendo vivar hominho e ta xingando muito (só não no twitter, vide familiarestart)
3- Lucio jogou muuuuito!
4- Neymar e Ganso ERAM SIM necessários para a vitória
Fiquei triste e chorei meRmo.
...
A outra constatação é que colégio é uma coisa que cansa. Chega uma fase de sua vida que você ja não aguenta mais aquela mesma coisa todo dia. Estou nessa fase. Talves tardia porque ja vi muita gente desacreditar dos estudos a muito tempo. Maaaas como estudar é necessário (ta aí, se o mundo não fosse tão capitalista não precisaria essa fome por dinheiro) eu tenho que faze-lo.
Não que eu não estude nada. Eu ainda estudo, mas ja não com a mesma motivação de antes. Acontece. É a vida.
...
Não gosto desse sistema sujo capitalista mas adoro comprar. Tenho uma mente complexada? Não sei. Não acho mesmo justo essa desigualdade enorme que assombra o planeta. Mas gosto de comprar! Consumir roupa comida e entretenimento principalmente.
Sou um projétil de comunista #fail
...
Acho um absurdo cultura de qualidade custar tão caro. Maria Rita veio pra Salvador fim do ano passado. Quanto foi o show? Somente R$ 140,00. Eu e a Claudia que fomos lá ¬¬
O da Ana Cañas R$ 50,00 (a meia) e teve quem me falasse "tá caro não. O preço é esse mesmo". ABSURDO.
Gilberto Gil em janeiro desse ano? Só RS 120,00 . "Ah, mas ele é celebridade. Ele pode" Pode porra nenhuma! (tô revoltada não). Não é so porque o cara é famoso que somente quem tem dinheiro pode desfrutar do show.
Isso pra mim consiste em conspiração governamental pro povo pobre lenhado acabado na vida não ter oportunidade de adquirir conhecimento e lutar pelo o que de fato merece. SIM, a música contribui (positiva ou negativamente) para conscientizar a quem está ouvindo sobre os problemas.
...
Já ia terminar o texto mas lembrei de uma coisa útil que o colégio está me proporcionando...Não, essa coisa ai não!Essa também neah....Mas essa é independente de aulas. É sobre matéria escolar mesmo. Ler textos modernistas.
Vixi, eu to em uma fase de quebrar as " barreiras " literárias. Acabar com esse parnasianismo no blog. To me lixando pra estética. Acho que por isso to aqui escrevendo de uma formar não convencional ou bonita. Se Oswald e Mário , ambos de Andrade, podem eu também posso.
Claro que não to escrevendo nenhuma paulicéia desvairada [o qual eu não achei link na internet pra colocar aqui] ou ode ao burgues nem querendo comparar meu talento com o deles maaaas me sinto no direito de escrever desordenadamente e da forma sem sentido que eu quiser.
...
Agora vou mesmo acabar o texto. Nem sei se eu mesma vou conseguir ler novamente tudo isso. Então se tiver algum erro de digitação: favor desconsiderar.
E se alguém conseguiu chegar até aqui : meus parabéns e obrigada.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Os pares de all-star continuam sujos assim como a mochila. Os livros desarrumados. O caderno mais rabiscado do que nunca. Tudo devidamente desorganizado. Sem condições do re-começo.
Mas isso não é algo que se possa escolher. Feliz eu não lá vou eu. Tentar arrumar tudo em cima da hora. Mas uma vez! Bagunça externa é reflexo do interior.
Por a cabeça no lugar. Tirar todo o desnecessário do caminho. Respirar fundo e...coragem [!!!] pra fazer o certo.

sábado, 26 de junho de 2010

"ao infinito e além"

Acabei de sentir de novo o "gostinho" da infância. Assistir Toy Story 3 me fez relembrar os tempos de criança. Dos brinquedos, da atividade de colorir, do fim de semana na casa da amiguinha da escola, a falta de obrigações, da inocência, das brincadeiras. Enfim. Bateu saudade!
Sem duvidas foi uma época maravilhosa. Tenho certeza de que aproveitei cada momento, cada minutinho em que só tinha a obrigação de ser feliz e de tomar banho e escovar os dentes antes de dormir. Consegui alcançar o final de uma geração que não nasceu na dependência do computador. Lembro que vivia me machucando de tanto que corria. Queria aproveitar ao máximo aquilo tudo.E aproveitei!
Não sei como será o saudosismo da infância da minha irmã, por exemplo. Tão nova e com tanta tecnologia ja ao alcance. Espero que ela consiga viver essa fase de criança que nem eu vive. No manual e não no automático.
É, a Pixar conseguiu emocionar a toda uma geração que acompanhou a história dos bonequinhos e de muitos outros desenhos, que não passam nem perto da tecnologia 3D, da Disney. É um filme que vale a pena assistir. Deixa uma nostalgia boa no ar.

sábado, 5 de junho de 2010

Argumento sem assunto

Isso aqui tem andado meio parado
Não é minha culpa
Na verdade é
Mas não porque eu queira
É meio "sem querer querendo"
Como ja disse aqui ando sem inspiração
Vontade
De escrever
Só vim mesmo pra não deixar um vazio
E dizer que tem um texto enoooomer que vou postar
Quando concluir
É sobre a Bahia
De novo!
Jorge Amado anda colocando umas ideias
Mais baianas ainda na minha cuca
É bom!
Vou-me
E volto

sábado, 1 de maio de 2010

Frutos da sociedade

Sempre alimentei uma paixão pela cidade de São Salvador, pelo país pelo mundo por inteiro. Ontem, assim como todas as vezes que passo pelo centro da Salvador, estava reparando na beleza da cidade. Como aquele sol se escondendo por de trás da imensidão azul sempre me deixava pensativa, vulnerável as emoções. Senti uma alegria imensa que logo depois foi sendo substituída por uma tristeza de peso igual.
É uma beleza egoísta. Lá do cais do MAM tão perto de tudo aquilo tão lindo está a Gamboa. Fruto de uma sociedade injusta. E ver tudo aquilo dói. Dói mais ainda ver que muita gente não está nem ligando, fingi que não vê.
Voltando ao ônibus minhas reflexões só fizerem se confirmar. Uma mulher entra pedindo ajuda para tratamento de uma doença... E todos ali de caras viradas pra janela pra não ver tudo aquilo. A verdade incomoda tanto que é melhor fazer-se de cego surdo e mudo. Pra que ver que ha tanta desigualdade se é mais cômodo ficar pensando se a Helena vai ficar com o Zé Mayer no final da novela? E ai ninguém liga porque sabe de sua parcela de culpa para tudo isso. Fingem que não sabem!
Se ja estava reflexiva depois de tudo aquilo fiquei mais ainda. Santa hipocrisia humana! Meu singelo desprezo para todos eles.E no fundo sei que suas concepções também são fruto da sociedade...

Capitães da areia

"[...]Certa hora Nhozinho França manda que o Sem-Pernas vá substituir Volta Seca na venda de bilhetes. E manda que Volta Seca vá andar no carrossel. E o menino toma o cavalo que serviu a Lampião. E enquanto dura a corrida, vai pulando como se cavalgasse um verdadeiro cavalo. E faz movimentos com o dedo, como se atirasse nos que vão na sua frente, e na sua imaginação os vê cair banhados em sangue, sob os tiros da sua repetição. E o cavalo corre e cada vez com mais, e ele mata a todos,porque são todos soldados ou fazendeiros ricos. Depois possui nos bancos a todas as mulheres, saqueia vilas, cidades, trens de ferro, montado no seu cavalo, armado com seu rifle.

Depois vai o Sem-Pernas. Vai calado, uma estranha comoção o possui. Vai como um crente para uma missa, um amante para o seio da mulher amada, um suicida para a morte. Vai pálido e coxenia. Monta um cavalo azul que tem estrelas pintadas no lombo de madeira. Os lábios estão apertados, seus ouvidos não ouvem a música da pianola Só vê as luzes que giram com ele e prende em si a certeza de que está num carrossel, girando num cavalo como todos aqueles meninos que têm pai e mãe, e uma casa e quem os beije e quem os ame. Pensa que é um deles e fecha os olhos para guardar melhor esta certeza. Já não se vê os soldados que o surraram, o homem de colete que ria. Volta Seca os matou na sua corrida. O Sem-Pernas vai teso no seu cavalo. É como se corresse sobre o mar para as estrelas, na mais maravilhosa viagem do mundo. Uma viagem como o Professor nunca leu nem inventou. Seu coração bate tanto, tanto, que ele o aperta com a mão."

Trecho de Capitães da areia, Jorge Amado

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O CANTO DA CORUJA

Augusto dos Anjos

A coruja cantara-lhe na porta

Sinistramente a noite inteira! Indício

Mais certo não havia! - Era o suplício!...

Daí a pouco, ela seria morta.

Saiu. O Sol ardia. A estrada torta

Lembrava a antiga ponte de Sublício...

Havia pelo chão um desperdício

De folhas que a áurea xantofila corta.

Nisto, ouve o canto aziago da coruja!

- Quer fugir, e não vê por onde fuja.

Implora a Deus como a um fetiche vago...

- Se ao menos voasse! - E o horror começa! Rasga

As vestes; uma convulsão a engasga

E morre ouvindo o mesmo canto aziago!

Versos Íntimos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Versos Íntimos, Augusto dos Anjos

Ode ao burgês

Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, o burguês-burguês!

A digestão bem-feita de São Paulo!

O homem-curva! o homem-nádegas!

O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,

é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas!

Os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!

que vivem dentro de muros sem pulos;

e gemem sangues de alguns mil-réis fracos

para dizerem que as filhas da senhora falam o francês

e tocam os "Printemps" com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!

O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!

Fora os que algarismam os amanhãs!

Olha a vida dos nossos setembros!

Fará Sol? Choverá? Arlequinal!

Mas à chuva dos rosais

o èxtase fará sempre Sol!

Trecho de Ode ao burguês, Mário de Andrade

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Presente

O tempo que havia passado não importava mais. Ela sabia apenas que o sentimento só se consolidava...Recordações e lembranças preenchiam o pensamento. Só não haviam perspectivas - aprendeu certa vez que não eram boas de se alimentar. Tudo aquilo só aumentava a sensação de angustia de longínqua felicidade. Saudades daquela alegria que era tanta que chegava a sufocar. Mas naquele momento tudo não passava de lembranças.
Resolveu esquecer!
Sem a presença do passado e a sombra do futuro tudo que lhe restava eram as brancas páginas do Presente. Precisavam ser escritas com urgência, disso ela sabia, porem como faze-lo era o problema. Sem citações, alusões, utopias, apenas o real. O Presente é mais sufocante em vazio que o passado em felicidade. Talvez só era menos amedrontador que o futuro em interrogações.
Resolveu esquecer de lembrar!
Acordou, pois o all-star vermelho, foi ver o por-do-sol. Então, nesse instante, o Presente começou a fazer parto do livro da sua vida. Sem pedir licença as letras douradas do Agora preenchiam o vazio.

sábado, 3 de abril de 2010

Floresça!

A Dona Inspiração anda sumida
Não quer conversa comigo
Não sei o que lhe fiz
Fiquei menos reflexiva, é verdade
Mais acordada que sonhando
Porém continuo mergulhada em hipérboles
E mesmo assim ela não vem
Quando triste bate a minha porta
Ficamos tristes eu e ela
O tempo passa e quando a felicidade volta a sorrir
A Inspiração arruma as suas malas e parte
Não entendo o porquê dessa limitação
Poderia muito bem me ser útil sempre
Na alegria e na tristeza
Mas ela prefere o atrito ao contrato
E mais uma vez vai, parte
Está na hora da Dona evoluir
Aprender a lhe dar com outros sentimentos
Deixar de alimentar-se só com tristezas
Largar essa sub-vida quase masoquista
Isso não está certo
Floresça!!!
Eis que um dia
Ela me responde:
-Flores-serei

terça-feira, 9 de março de 2010

Queremos saber

Por vezes me sinto excluída de tudo isso. Ainda bem! Não consigo entender, muito menos contribuir, para tamanha hipocrisia. Ô mundo cheio dela. Não sei olhar e não vê. Calar e fingir que não ouviu não faz parte do meu ser. Não aguento com isso não! Fico mal.
Percebo todos tão alheios ao que se passa ao seu redor. O mundinho de cada um vai bem então está tudo bem. Tá mesmo? Tá é nada! As vezes, quase sempre, cansa. Dá estafa perceber a total desimportância do resto do Tudo para um único ser.
Não é que exija percepção social de todos mas não entra na minha cabeça que possa existir tamanha ignorância.
Nem sei se o meu sentimento é de pena ou de desprezo. A principio com certeza é o desprezo mas depois vejo que tudo volta, não adianta. Percebo que cada pessoa dessa é vitima da própria ilusão de que é um ser único no universo. E ai eu sinto pena de ver alguém acabando com si mesmo. Os sentimentos se embolam e no fim quem fica cheia de melancolia sou eu. Controlada pelas asneiras dos outros. Porque alheia ao mundo eu não sou.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

(in)certezas

As responsabilidades por aqui passavam longe.
Vez ou outra batia à porta mas era besteira, coisa pouca.
O tempo foi passando.
Mini-problemas foram chegando.
E também alguns sentimentos bons
Não sei ao certo a ordem que eles foram se somando
Gratificações e problemas surgindo de forma intensa cada vez mais
Quanto maior era o gosto de vitória da gratificação dada pela vida
maior era o tamanho do problema
Daí nasceu a insegurança
O medo de pular de cabeça
E a certeza de ficar com um pé atrás
Frio na barriga
...
Mas também foi o caminho pra deixar as fraquezas de lado
Ser mais seguro
Seguir em frente
...
É um ciclo
Felicidade, tristeza, felicidade...
A imunidade, por mais dolorosa que seja, foi sendo criada
Pra cada problema uma solução unica
Daí o ciclo começa de novo
É interminavel
E já que é pra vir a tristeza
Que antes e depois aproveite-se uma grande alegria

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Leve tão quanto o ar.

Aaaah de fato o orgulho é muito bobo mesmo!
Sei que acabei de escrever um texto sobre isso.
Mas nesse momento estou tomada por tamanho sentimento que terei de tocar no assunto novamente.
Falar e falar pode ter fundamente mais não é igual a sentir.
Pela primeira vez, ou de novo em tanto tempo, senti como é bom dizer o quanto se gosta de alguém. Não digo no sentido amor home-mulher (mulher-mulher/ homem-home enfim temos de incluir todos né) mas sim do amor puro da amizade.
Vivo dizendo pros meus amigos que gosto deles mas dessa vez foi diferente. Me vi quase que numa conversa de bêbado dizendo a um amigO o quanto ele é importante pra mim. Que eu gosto muitão dele e vendo ele responder a aquilo tudo de coração aberto.
Pude ver o amor mais verdadeiro que possa existir. Deixei a bobeira de lado e falei! Mas do que falei eu senti. E o melhor de tudo é que sei que não teve "maldade" alguma nas palavras trocadas.
Como pude passar tanto tempo sem sentir isso?
É algo tão bom!
Acima do que eu podia imaginar.
Um sentimento de alegria plena.
Antes boba de amor que boba de não falar.
Lição aprendida!
Caraleeeeeo...vou flutuar.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Querer-res

As vezes me asfixio de tanto pensar
Queria pensar menos
Queria querer menos
E poder mais
Queria
Poder puder até não querer mais

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Marcela Bellas

Apaixonada por música como sou sinto vergonha alheia do que virou o cenário musical baiano. A terra que ja fora tropicalista, dos Novos Bainos ou indo mais fundo ainda a fonte de ispiração do Caymmi veio ao longo dos últimos anos se tornando mercado exportador de ritmos. Dessa forma fria mesmo. Melhor ainda dizendo aqui se faz música "de consumo imediato".
Existem as panelinhas do Axé aonde ninguém entra ninguém sai e ainda as bandinhas de pagode que a cada mês nasce uma faz sucesso e depois some para todo o sempre.
Dai quando eu, extremamente saudosista de música de qualidade conterrânea, vejo alguém daqui fazendo algo realmente legal e dou pulos de alegria e vivas a todos os santos.
A minha favorita da vez é a Marcela Bellas.
Marcela lançou em 2009 seu primeiro CD Será que Caetano vai gostar?
Aposto um CD do Gil que o Caetano gostou demais.
Bom, se o Caetano não gostar gosto eu. Sim, adorei o albúm e fiz uma propaganda danada da Marcela.
Esses dias vi via Twitter que a música Alto do coqueirinho[composição de Hebert Valoi] ganhou um clip. E me surpreendi mais uma vez, vídeo é bom demais! Ô orgulho da música Baiana
Espero ainda poder ouvir falar muito de "Novas da MPB" aqui pela Bahia.

O porque de quê

Isso aqui é se expor demais

Escrever para não ser lido? Não acredito!

Pura e mera ficção?Não tem marcador em blog ou na vida esse que me faça acreditar

Para bom entendedor meia palavra basta

Ou talvez alguns parágrafos

Quem sabe alguns gestos

Para entendedores de meia tigela nem um livro todo explica o porque de quê

A palavra foi escrita, dita, gesticulada. Entende-la ja é outra história.

Sentir a palavra é a ordem!

O escritor (a) sabe se mascarar.

Por vezes não passa de um blêfe gigante...

Mas ainda persisto em desmascará-los (as) e sugar cada significado do que foi exposto

Desvendar essa cartaz porque agente não cai não.

Atenciosamente [ou não]

aquela que escreve porque lê.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Coisa de mulherzinha

A mudança é regra na vida do ser humano. É fato inevitável.
Mas inevitável mesmo é uma mulher querer muda "de cara". Coisa de mulherzinha mesmo que todas elas (nós!) frescas ou não sempre fazem. Não adianta, eu caiu na rede não tem quem não caia.
É certo que de tempo em tempo eu preciso sentir tudo novo de novo. E o alvo primordial é sempre o cabelo. Colorir, cortar, prender, soltar... O negocio é mudar. E se o cabelo já não pode mais ser mudado ai o negócio é mais difícil.
Para marcar uma nova fase, um novo começo tem que mudar por completo. Creio que é mais ou menos isso que todas pensam na hora que bate aquela vontade de ficar diferente.
Mais uma vez me sinto começando uma nova fase com minha vida e minhas novas/velhas madeixas cacheadas livres da chapinha. Adeus calor!
Agora posso cantar com todo o vigor:
"Por que só o que pode acontecer
É os pingo da chuva me molhar
É os pingo da chuva me molhar"
E lá vou eu alegre feliz e satisfeita de braços abertos para as mudanças que com certeza virão.