sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
o/ 2010
Os desejos são sempre os mesmos, os de alegria, felicidade, paz, saúde, amor - muito amor!-...E que continue assim!
Que todos possamos aproveitar um maravilhoso 2011.
Desejo de coração que as coisas melhorem cada vez mais.
Inté! o/
domingo, 7 de novembro de 2010
Certeza do reencontro
terça-feira, 12 de outubro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Última carta de Olga
Olga Benario Prestes
ÚLTIMA CARTA ESCRITA AO MARIDO E À FILHA, NO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE RAVENSBRÜCK, ANTES DE SER CONDUZIDA À MORTE EM CÂMARA DE GÁS
(ABRIL/1942)
Queridos:
Amanhã vou precisar de toda a minha força e de toda a minha vontade. Por isso, não posso pensar nas coisas que me torturam o coração, que são mais caras que a minha própria vida. E por isso me despeço de vocês agora. É totalmente impossível para mim imaginar, filha querida, que não voltarei a ver-te, que nunca mais voltarei a estreitar-te em meus braços ansiosos. Quisera poder pentear-te, fazer-te as tranças - ah, não, elas foram cortadas. Mas te fica melhor o cabelo solto, um pouco desalinhado. Antes de tudo, vou fazer-te forte. Deves andar de sandálias ou descalça, correr ao ar livre comigo. Sua avó, em princípio, não estará muito de acordo com isso, mas logo nos entenderemos muito bem. Deves respeitá-la e querê-la por toda a tua vida, como o teu pai e eu fazemos. Todas as manhãs faremos ginástica... Vês? Já volto a sonhar, como tantas noites, e esqueço que esta é a minha despedida. E agora, quando penso nisto de novo, a idéia de que nunca mais poderei estreitar teu corpinho cálido é para mim como a morte.
Carlos, querido, amado meu: terei que renunciar para sempre a tudo de bom que me destes? Corformar-me-ia, mesmo que não pudesse ter-te muito próximo, que teus olhos mais uma vez me olhassem. E queria ver teu sorriso. Quero-os a ambos, tanto, tanto. E estou tão agradecida à vida, por ela haver-me dado a ambos. Mas o que eu gostaria era de poder viver um dia feliz, os três juntos, como milhares de vezes imaginei. Será possível que nunca verei o quanto orgulhoso e feliz te sentes por nossa filha?
Querida Anita, meu querido marido, meu Garoto: choro debaixo das mantas para que ninguém me ouça, pois parece que hoje as forças não consegu em alcançar-me para suportar algo tão terrível. É precisamente por isso que esforço-me para despedir-me de vocês agora, para não ter que fazê-lo nos últimas e difíceis horas. Depois desta noite, quero viver para este futuro tão breve que me resta. De ti aprendi, querido, o quanto significa a força de vontade, especialmente se emana de fontes como as nossas. Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão porque se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue. Mas, no entanto, podem ainda acontecer tantas coisas... Até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver. Agora vou dormir para ser mais forte amanhã. Beijo-os pela última vez.
Olga
domingo, 19 de setembro de 2010
de setembro pra cá...
sábado, 18 de setembro de 2010
alternativo utópico
domingo, 12 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Dessa vez é Drummond
Flor, telefone, moça
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Nostalgia na certa

terça-feira, 24 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Texto sem título
domingo, 15 de agosto de 2010
O que não tem palavras
sábado, 31 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Roberta Sá e Trio Madeira Brasil
sábado, 17 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
coisas de hermanos (ou não)
sexta-feira, 2 de julho de 2010
"está fundado o desvairismo"
terça-feira, 29 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
"ao infinito e além"

sábado, 5 de junho de 2010
Argumento sem assunto
sábado, 1 de maio de 2010
Frutos da sociedade
Capitães da areia
"[...]Certa hora Nhozinho França manda que o Sem-Pernas vá substituir Volta Seca na venda de bilhetes. E manda que Volta Seca vá andar no carrossel. E o menino toma o cavalo que serviu a Lampião. E enquanto dura a corrida, vai pulando como se cavalgasse um verdadeiro cavalo. E faz movimentos com o dedo, como se atirasse nos que vão na sua frente, e na sua imaginação os vê cair banhados em sangue, sob os tiros da sua repetição. E o cavalo corre e cada vez com mais, e ele mata a todos,porque são todos soldados ou fazendeiros ricos. Depois possui nos bancos a todas as mulheres, saqueia vilas, cidades, trens de ferro, montado no seu cavalo, armado com seu rifle.
Depois vai o Sem-Pernas. Vai calado, uma estranha comoção o possui. Vai como um crente para uma missa, um amante para o seio da mulher amada, um suicida para a morte. Vai pálido e coxenia. Monta um cavalo azul que tem estrelas pintadas no lombo de madeira. Os lábios estão apertados, seus ouvidos não ouvem a música da pianola Só vê as luzes que giram com ele e prende em si a certeza de que está num carrossel, girando num cavalo como todos aqueles meninos que têm pai e mãe, e uma casa e quem os beije e quem os ame. Pensa que é um deles e fecha os olhos para guardar melhor esta certeza. Já não se vê os soldados que o surraram, o homem de colete que ria. Volta Seca os matou na sua corrida. O Sem-Pernas vai teso no seu cavalo. É como se corresse sobre o mar para as estrelas, na mais maravilhosa viagem do mundo. Uma viagem como o Professor nunca leu nem inventou. Seu coração bate tanto, tanto, que ele o aperta com a mão."
Trecho de Capitães da areia, Jorge Amado
quarta-feira, 21 de abril de 2010
O CANTO DA CORUJA
Augusto dos Anjos
A coruja cantara-lhe na porta
Sinistramente a noite inteira! Indício
Mais certo não havia! - Era o suplício!...
Daí a pouco, ela seria morta.
Saiu. O Sol ardia. A estrada torta
Lembrava a antiga ponte de Sublício...
Havia pelo chão um desperdício
De folhas que a áurea xantofila corta.
Nisto, ouve o canto aziago da coruja!
- Quer fugir, e não vê por onde fuja.
Implora a Deus como a um fetiche vago...
- Se ao menos voasse! - E o horror começa! Rasga
As vestes; uma convulsão a engasga
E morre ouvindo o mesmo canto aziago!
Versos Íntimos
Vês! Ninguém assistiu ao formidávelEnterro de tua última quimera.Somente a Ingratidão - esta pantera -Foi tua companheira inseparável!Acostuma-te à lama que te espera!O Homem, que, nesta terra miserável,Mora, entre feras, sente inevitávelNecessidade de também ser fera.Toma um fósforo. Acende teu cigarro!O beijo, amigo, é a véspera do escarro,A mão que afaga é a mesma que apedreja.Se a alguém causa inda pena a tua chaga,Apedreja essa mão vil que te afaga,Escarra nessa boca que te beija!Versos Íntimos, Augusto dos Anjos
Ode ao burgês
Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, o burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
Os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos;
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os "Printemps" com as unhas!
Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o èxtase fará sempre Sol!
Trecho de Ode ao burguês, Mário de Andrade
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Presente
sábado, 3 de abril de 2010
Floresça!
terça-feira, 9 de março de 2010
Queremos saber
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
(in)certezas
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Leve tão quanto o ar.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Querer-res
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Marcela Bellas
O porque de quê
Isso aqui é se expor demais
Escrever para não ser lido? Não acredito!
Pura e mera ficção?Não tem marcador em blog ou na vida esse que me faça acreditar
Para bom entendedor meia palavra basta
Ou talvez alguns parágrafos
Quem sabe alguns gestos
Para entendedores de meia tigela nem um livro todo explica o porque de quê
A palavra foi escrita, dita, gesticulada. Entende-la ja é outra história.
Sentir a palavra é a ordem!
O escritor (a) sabe se mascarar.
Por vezes não passa de um blêfe gigante...
Mas ainda persisto em desmascará-los (as) e sugar cada significado do que foi exposto
Desvendar essa cartaz porque agente não cai não.
Atenciosamente [ou não]
aquela que escreve porque lê.