segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Nostalgia na certa

Ouvir Caymmi é nostalgia na certa! Traz lembranças da minha infância. Me lembro quando meu pai ouvia - e ainda ouve- Dori[val], e tantos outros cantos, na total escuridão, de luzes apagadas, só apreciando cada notinha musical e mais nada. Acho que foi dai, da inspiração do meu pai e da ajudinha dos cantores, que comecei o meu vício por música. Aprendi com ele a sentir a música, ver tudo o que tem por trás do que meus ouvidos captam e analisar cada som extraido dessa arte.
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Foi com meu pai que aprendi a gostar de tanta gente que gosto hoje. Aprendi a dar valor à minha terra muito por conta das músicas ouvidas aqui em casa.
"Você já foi à Bahia, nêga?
Não?
Então vá!
Quem vai ao "Bonfim", minha nêga,
Nunca mais quer voltar.
Muita sorte teve,
Muita sorte tem,
Muita sorte terá
Você já foi à Bahia, nêga?
Não?
Então vá!
(...)
Nas sacadas dos sobrados
Da velha São Salvador
Há lembranças de donzelas,
Do tempo do Imperador.
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito,
Que nenhuma terra tem!"
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Depois foi por meio da literatura - vide Jorge Amado- que alimentei mais ainda meu vício pela terra e também pela músicas. Fico imaginando o quanto não deveria ser interessante as conversas de domingo la em Itapuã, no Abaeté à beira da lagoa ou nas ruas boêmias do Rio Vermelho, as conversar dos meus velinhos mais queridos da Bahia [Dorival e Jorge] e, para completar o trio, o argentino mais baiano que existe : Carybé. Com certeza assunto era o que não faltava ali. Assunto e muita música.
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Ai, nostalgia!
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ps: Vou mostrar esse texto pro meu pai e ele vai ficar todo feliz.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A vida está uma correria. Vixe! Não tenho tempo nem pra respirar. Estou aqui nesse momento escrevendo no blog mas deveria estar estudando. Essa é a palavra que define o porquê de tanta agonia : estudo. Mas ja que é necessário então que o façamos.
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São nesses tempos de corre-corre que consigo da maior valor aos bons momentos que vivo. Tenho pouco tempo para desfrutar o que eu realmente quero na hora que me convém. Sendo assim, cada minuto é de extrema importância.
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Viver intensamente os fatos do dia-a-dia não tira de mim a saudade que sinto de certas coisas. Saudades de ficar até tarde conversando no MSN com pessoas que eu gosto demais, de sair sem culpa durante os finais de semana, de aproveitar os horários vagos conversando com a galera, de cumprir minha promessa de escrever aqui com menor espaço de tempo... Enfim, tudo isso é por uma causa nobre.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Texto sem título

Queria deixar aqui, hoje, alguma citação genial que li. Não consigo lembrar qual. Sei que foi do Jorge Amado, mas em meio a tantas lembranças de frases, trechos e parágrafos que me alegram não sei qual por nesse espaço em branco.
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Não tô aqui enchendo a página de linhas sem sentindo não... Vim deixar registrado meu anseio por voltar a escrever periodicamente. Está de volta! Sinto que as ideias estão fluindo novamente. Um turbilhão delas. Primeiro preciso saber como ordena-las para depois compartilhar aquelas extraídas do meu processo de reflexão.
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Mesmo sabendo que isso anda às moscas [sempre andou], quero voltar a frequentar meus próprios pensamentos por meio das metáforas desse blog. A correria tem me trazido novos olhares, situações, pensamentos...

domingo, 15 de agosto de 2010

O que não tem palavras

Gosto de cultivar o habito de escrever. Seja em agendas, cadernos de matemática, arquivos digitalizados ou no blog. Me sinto bem. É um mecanismo de reflexão próprio. Transcrevo para o papel, ou para a tela do computador, tudo aquilo que eu sei que preciso um dia lembrar mas sei que minha memória talvez não dê conta. Ai está a beleza de tudo isso: olhar pro passado com a minha opinião daquele momento e minha reflexão atual.
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Ler tudo o que eu ja escrevi me ajuda a perceber em que e o quanto eu estou amadurecendo. Consigo perceber coisas que são fortes na minha personalidade e tantas outras que foram apenas fase. É a oportunidade de olhar pra mim mesma e ver o quanto eu mudei, errei e acertei.
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Nos textos aqui do blog é em tanto diferente. Aqui eu publico as ideias que mesmo que mascaradas deixo transparecer aos outros. Sendo assim, quando leio tudo de novo acabo por ajudar a mim mesma. Nesse espaço sou leitora do meu Eu que escreve destinado não ao seu próprio ego, mas sim a leitores. Me sinto uma leitora tentando decifrar as metáforas do autor. A única diferença é que eu sempre sei pra quem ou o porque de eu mesma ter escrito tudo isso.
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Continuo a escrever porque assim consigo rir, chorar, crescer e aprender comigo mesma. Não no sentido egoísta de não precisar das outras pessoas. Preciso sim! Mas no sentido de dar o devido valor a tudo o que eu vivi.
"Eu não escrevo pra ninguém e nem pra fazer música ]
E nem pra preencher o branco dessa página linda ]
Eu me entendo escrevendo ]
E vejo tudo sem vaidade ]
Só tem eu e esse branco ]
Ele me mostra o que eu não sei ]
E me faz ver o que não tem palavras"